quarta-feira, 3 de agosto de 2016

As Crônicas Vampirescas de Anne Rice: Merrick




Olá Mortais!
Hoje trago a resenha d’As crônicas vampirescas de Anne Rice: Merrick

O livro gira em torno dos personagens David Talbot, ex-supervisor geral da Talamasca Ordem de detetives Paranormais; Merrick, uma poderosa bruxa vodu acolhida pela Talamasca, ainda jovem, depois da morte de sua Avó; e Louise o melancólico vampiro, cria de Lastat assim como David.

A trama começa com David conversando com Merrick em nome de Louise para pedir-lhe que invocasse o espirito de Claudia, uma vampira condenada a passar a eternidade no corpo de uma criança, morta anos antes. As narrativas se dividem em David contando à Louise sua história com Merrick, antes de virar vampiro, quando ainda era o velho David Talbot; e no encontro com Merrick onde ele tenta convencê-la a realizar o pedido de Louise.

A tensão sexual entre os três principais é inquestionável. David sempre foi louco pela protegida, desde sua chegada à Talamasca e não seria diferente agora com mulher que Merrick se tronará, mesmo ele habitando outro corpo. Gosto de como Merrick ama a essência de David, estando ele em um corpo idoso, estando ele em um corpo jovem. O amor deles transcende a materialidade corporal. Já o amor entre Lestat, o criador, Louis e David, as crias, vê-se muito do amor entre irmãos e amantes, hora com muita fraternidade, hora com muita tensão sexual (gosto assim).
Finalmente Merrick cede ao pedido do amado e resolve ajudar Louise, que se encontra desesperado para saber se sua querida Claudia está em paz do outro lado. Então chega a noite do ritual de invocação.

Às vezes a melancolia de Louise me irritava, não sei por que, mas não me desce personagens melosos de mais... Sei lá, todo aquele sofrimento pela Claudia e aquela atmosfera suicida dele me dava nos nervos, mas Louise é Louise né, apesar de depre, eu vivo numa relação ambígua de amor e ódio com ele. Merrick foi a melhor personagem do livro, não por ser a principal, mas por ser uma figura feminina forte e decidida, completamente dona de si.  

Anyway.

Em várias partes do livro são mencionadas as religiões candomblé e vodu, magia em geral. Como praticante de bruxaria devo confessar que amei ler a evolução de Merrick; seu amor e sua ambição; sua gana em querer saber mais e mais sobre suas práticas e outras afins. Todas as viagens, expedições, aventuras e pesquisas que nossos protagonistas passaram deixaram-me fascinadas pela personagem, que só me dava orgulho a cada página lida. Uma viagem em particular foi, para mim, a melhor parte do livro. A busca pela mascara que permitia ver espíritos, a mesma usada anos depois para a invocação de Claudia.

O final me decepcionou, não vou mentir, eu esperava mais da mulher incrível e poderosa que Merrick mostrou-se ser o livro todo. Fiquei com o sentimento de que o final podia ter sido mais bem trabalhado, mas como o livro segue em série, talvez haja uma explicação em outro volume.  Recomendo ler os livros anteriores da série, pois assim como eu, você pode ficar meio perdido. Entretanto, foi bem interessante e a leitura bem gostosa. É um livro bom.

Kissus ♥

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